Destrói-os na tua verdade — Salmo 54:5

Notas

Pensamentos soltos

Louis Althusser (1918–1990)

Nota 1: A filosofia de Louis Althusser apresenta uma visão estruturalista do marxismo, afastando-se das leituras humanistas e historicistas. Ele propôs um marxismo científico, focando nas estruturas materiais e nas instituições sociais como autônomas.


Nota 2: Althusser introduz o conceito de “corte epistemológico” para diferenciar o Marx jovem (idealista) do Marx maduro (científico), enfatizando que O Capital marca a transição para uma ciência materialista da história, ao invés de um pensamento teleológico ou histórico.


Nota 3: A sobredeterminação é central na teoria de Althusser, influenciado por Freud. Ele argumenta que os fenômenos sociais são moldados por múltiplas causas e não apenas pela base econômica, desafiando interpretações reducionistas do marxismo.


Nota 4: Althusser propôs que a ideologia não é apenas uma ideia ou ilusão, mas uma prática material inserida em instituições (escolas, igrejas, mídia), que molda os indivíduos para que aceitem as condições sociais como naturais. Ele descreveu esse processo como interpelação, onde os indivíduos se reconhecem como sujeitos dentro de uma ordem ideológica.


Nota 5: A superestrutura não é apenas reflexo da base econômica, mas possui autonomia relativa, com a capacidade de influenciar a economia. Althusser argumenta que a ideologia e a política podem impactar a economia, e não apenas o contrário.


Nota 6: Althusser criticou o humanismo marxista, especialmente a interpretação de Marx centrada na essência humana. Para ele, o marxismo deve focar na análise científica das estruturas sociais e econômicas, rejeitando uma visão ética e antropocêntrica.


Nota 7: Em “Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado”, Althusser afirma que o marxismo é uma ciência que rompe com as formas ideológicas de pensar, ajudando a compreender as condições materiais que sustentam a ideologia e mantendo as relações de poder.


Nota 8: Althusser via a filosofia marxista não apenas como teoria, mas como prática revolucionária, onde os intelectuais devem conectar teoria e prática para ajudar a transformar as condições materiais da sociedade.


Nota 9: A filosofia de Althusser gerou críticas sobre sua redução estruturalista, negligenciando o papel da agência humana e da luta de classes, com alguns argumentando que sua ênfase na autonomia da ideologia foi uma ruptura com o materialismo histórico de Marx.


Nota 10: Principais obras de Althusser incluem: “Para Ler O Capital” (1965), “Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado” (1970) e “A Favor de Marx” (1965). Elas influenciaram fortemente a teoria críticaestudos culturais e o pós-estruturalismo.


Nota 11: O legado de Althusser permanece relevante em debates sobre poderideologia e transformação social, influenciando pensadores contemporâneos como Judith Butler e Slavoj Žižek.

David Hume (1711–1776)

Nota 1: David Hume, um dos principais filósofos do empirismo britânico, argumentava que todo o conhecimento humano deriva da experiência, distinguindo entre impressões (experiências sensoriais vívidas) e ideias (cópias mais fracas dessas impressões).


Nota 2: Hume desenvolveu a teoria da cópia, segundo a qual todas as ideias derivam de impressões. Ele rejeitava conceitos abstratos que não pudessem ser rastreados até experiências sensoriais concretas, como "substância" ou "eu".


Nota 3: Hume criticou a noção de causalidade, argumentando que ela não é percebida diretamente, mas sim uma inferência baseada na repetição de eventos associados. Para ele, a causalidade é um hábito mental, e não uma conexão necessária.


Nota 4: O problema da indução levantado por Hume questiona a justificativa racional para inferir leis gerais a partir de casos particulares. Ele apontou que não há garantia lógica de que eventos futuros seguirão padrões observados no passado.


Nota 5: Em relação ao ceticismo, Hume defendia uma abordagem moderada. Ele reconhecia que, embora não possamos justificar racionalmente muitas crenças, confiamos na experiência e nos costumes para viver.


Nota 6: Hume rejeitou o conceito tradicional de "eu" como uma entidade fixa, descrevendo-o como um feixe de percepções transitórias. A identidade pessoal, para ele, é uma ilusão criada pela memória e pela associação de ideias.


Nota 7: Na ética, Hume sustentava que a moralidade deriva principalmente dos sentimentos, e não da razão. A simpatia e a empatia são os fundamentos das virtudes morais, enquanto a razão apenas auxilia no cálculo das consequências.


Nota 8: Hume propôs o princípio da utilidade, destacando que virtudes como a justiça são valorizadas porque promovem a ordem e o bem-estar social.

Lendo Clark and His Critics, refleti sobre algo. Se o que pensamos e agimos parte de uma construção social, significa que a verdade não existe ou é relativa a onde eu nasci ou como fui criado. Isso não faz sentido, pois nega a lei da contradição e a possibilidade de verdade objetiva. A interpretação de uma situação pelo indivíduo pode vir a ser influenciada pela sua construção social, mas no momento que uma verdade objetiva se manifesta e clareia tal situação, não há mais a possibilidade de uma tal construção social influenciar. Fato é que há influência em tudo que fazemos, com toda a certeza há, mas essa influência vem dos pressupostos religiosos que temos, e no caso do homem sem Deus, essa influência é totalmente guiada pelo pecado, sendo uma exceção o momento de lucidez que ele pode vir a ter, uma exceção advinda da providência divina.

Anaxágoras (500 a.C. – 428 a.C.)

Nota 1: Anaxágoras (500 a.C. – 428 a.C.) propôs a teoria das "sementes" (homeomerias) como partículas infinitas e indivisíveis que formam toda a matéria, em diferentes proporções.

Nota 2: Introduziu o conceito de Nous (Mente), um princípio cósmico inteligente e organizador que pôs as sementes em movimento e ordenou o universo.

Nota 3: O Nous era puro, não misturado com outras substâncias, e foi responsável pelo início do movimento que separou e organizou as partículas caóticas do cosmos.

Nota 4: Anaxágoras aplicou uma abordagem racional e científica aos fenômenos naturais, como ao explicar que o Sol era uma massa incandescente e a Lua refletia a luz solar.

Nota 5: Ele desmistificou eventos como eclipses, propondo explicações naturais e rejeitando a visão mitológica tradicional.

Nota 6: Sua filosofia influenciou Platão e Aristóteles, que integraram a ideia do Nous em suas próprias teorias metafísicas e cosmológicas.

Nota 7: A abordagem de Anaxágoras marcou uma transição para um pensamento mais racional e metafísico, preparando o caminho para o desenvolvimento da filosofia clássica.

A controvérsia Clark-Van Til está cada vez mais clara para mim, conforme estudo sobre o tema, e fica mais claro ainda o irracionalismo e a insanidade de Van Til ao tentar atacar a claridade da Escritura com uma visão tão anti-bíblica que os remonstrantes (arminianos) teriam o aplaudido, enquanto que os calvinistas sérios do passado o teriam condenado. Não há e nem pode haver oferta sincera do evangelho se você não assume expor que a pessoa será condenada se não crer e que, se por acaso ela não crer, é porque não era uma eleita. Oferecer que Deus tem desejos os quais não se cumprirão é de uma demência sobre a Escritura que é inimaginável para um dito “intelectual teológico” e “teólogo reformado”.

Todo sistema de pensamento parte de um ponto que não demonstra. O geômetra não prova os postulados; deduz a partir deles. O lógico não demonstra a lei da contradição; qualquer demonstração já a emprega. O empirista não prova pela experiência que a experiência é fonte válida de conhecimento; assume isso antes do primeiro experimento. Não se trata de defeito acidental de alguns sistemas, mas da estrutura de qualquer sistema: a cadeia de justificações termina em algum ponto primeiro, ou não é cadeia, é regresso infinito. A questão real, portanto, nunca foi se um homem terá axioma. É qual axioma adotou, se sabe que o adotou, e se esse axioma sustenta aquilo que ele afirma saber.

As pessoas sedimentam ideias sobre autores, visões, doutrinas e afins, mas simplesmente só fazem isso, desenvolver uma casca de proteção contra aquela ideia, sem sair ao ataque da mesma. Você se esconder em um casulo que nem um covarde do pior tipo, não mudará o fato que a ideia continua não refutada até que você o faça ou cite integralmente quem o fez. As pessoas tem uma mania feia de pensar que só porque acham algo, devemos dar crédito a elas. EU NÃO SOU OBRIGADO A ACREDITAR EM VOCÊ. E se quer salientar e afirmar suas falas, é bom dar fundamentos, senão pare por aqui para não passar vergonha, porque demonstrarei suas falácias e mentiras, e isso ocorrerá simplesmente porque você não se dá o trabalho árduo e necessário de juntar peças para o seu pensamento, de escrever e organizar o que o autor que você não gosta pensa. Faça um favor a si mesmo e à igreja. Fique quieto, vá estudar vários autores diferentes e quando tiver maturidade e conteúdo, enriqueça a igreja com seu material. Antes disso tudo, simplesmente fique quieto.

A verdade são proposições inatas na mente de Deus, por isso Clark tem um sistema idealista.

O idealismo clarkeano se baseia no conceito de que o que existe são proposições na mente de Deus.